Tracker vs Ventos Fortes: Como funciona a proteção em Usinas Solares?
- ETC Energia
- 5 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
1. Por que o vento é um desafio para rastreadores
em Usinas Solares
Empregados com frequência em grandes parques solares, os trackers ajustam continuamente o ângulo dos módulos para acompanhar o Sol, com objetivo de maior produção de energia.
Mas essa mobilidade expõe a estrutura a diferentes ângulos de ataque do vento, gerando forças dinâmicas muito superiores às cargas estáticas, o que aumenta risco de fadiga e falhas nas soldas e componentes mecânicos.
O primeiro vídeo da simulação demonstra que o efeito se mantém relativamente estável quando o modelo de tracker é posicionado em um determinado "ângulo de stow".
O segundo vídeo mostra que conforme a velocidade do vento aumenta, o modelo de tracker entra em "galopagem torsional".
2. Stow position
O ângulo de stow é a inclinação em que os módulos de um tracker solar são posicionados para enfrentar ventos fortes de forma segura. Em vez de deixar os painéis seguindo o sol, o sistema eleva-os a um ângulo pré‑definido que:
Minimiza a área de ataque ao vento, reduzindo forças aerodinâmicas e vibrações.
Distribui melhor as cargas dinâmicas, evitando picos de tensão em soldas e estruturas.
Elimina ou reduz a necessidade de amortecedores, quando escolhido corretamente (por exemplo, ~25° favorecendo a corrente do vento).
Dependendo do projeto e das condições locais, pode‑se usar:
0° (horizontal) – padrão mais simples, mas sujeito a galopagem torsional e vibrações em velocidade moderada.
25° a favor do vento – comprovadamente reduz coeficiente de pressão e vibração sem amortecedores.
30°–60° – faixa em que muitos fabricantes recomendam estocar os painéis para equilibrar segurança e custo.
Esse ângulo é definido em projeto (com base em normas, túneis de vento e simulações CFD) e, em operação, o tracker o alcança automaticamente ao detectar ventos acima do limite seguro.
3. Sensoriamento e automação do modo de segurança
Para responder em tempo real às rajadas de vento ajustando a posição de stow, os trackers combinam em seu sistema de sensoriamento e automação:
Anemômetro (ultrassônico ou de copo), que mede velocidade e direção do vento a cada poucos segundos.
RSU (Remote Sensing Unit), que filtra e interpreta os sinais do anemômetro.
NCU (Network Control Unit), controlador central que determina quando e como posicionar em stow mode.
TCU (Tracker Control Unit), responsável pelo motor e pela execução imediata do comando de segurança.
Quando a velocidade supera o limite de operação, todo o parque pode alcançar a posição de proteção em poucos minutos, reduzindo significativamente o impacto.

Além disso, é comum que as linhas das estacas motoras (Drive Row) fiquem posicionadas nas laterais externas do parque. Essa escolha ajuda a aumentar a resistência da estrutura contra ventos que sopram de lado, protegendo melhor o sistema como um todo.


Em resumo, a proteção contra ventos fortes em trackers combina conceitos de aerodinâmica, mecânica, elétrica e software de controle.
Com sensores em tempo real e controle automatizado, as usinas solares operam de forma inteligente, garantindo performance e segurança mesmo nas condições mais adversas.
A ETC Energy atua com excelência na elaboração de projetos executivos, consultoria técnica e seguros de obra para grandes usinas solares. Entre em contato para saber mais e solicitar um orçamento personalizado.
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